Foi há exactamente um ano que chegamos a Veneza, numa tarde de nevoeiro, de mochila ás costas e um mapa de caminhos estreitos. Não tinhamos nenhum diário de bordo, que seria sem dúvida uma mais valia nestes momentos em que tentamos recordar com pormenor...a Carla a ter um ataque de pânico porque o avião não descolava (de uma forma poética, era porque o céu estava a chorar), a mala da Catarina, qual semelhante carregamento de sumos e sandes que quase dava para alimentar um país do submundo, e que por muito pouco não nos fez perder vários comboios, a aposta da Rita na rainha das gôndolas (e à conta disso andámos o resto da semana a comer pão com paté...obrigado Rita!), e aquela última e derradeira visita ao Sforza que nos fez percorrer o caminho até ao metro em forma de meia maratona, graças a sede cultural da Ana. Quanto a mim, bom eu ganhei o primeiro lugar na ida à casa de banho num momento de aperto conjunto! Posso dizer que foi um grande momento com direito a foto a segurar no papelinho que tinha escrito o número um. Foi assim há um ano e será assim por quanto tempo nós quisermos. As palavras, os recantos e as ruelas, as cores e as sonoridades, as histórias e os segredos, os sorrisos e os suspiros, e o mais que se não diz e o menos que se não cala (só com uma verdinha!). Assim se escreve a nossa viagem, efémera no tempo, mas perpétua na nossa memória. E à distância de um gesto, hoje, um bocadinho de cada uma de nós fez o relógio andar para trás e regressar ao aeroporto, onde tudo começou.
sábado, 21 de fevereiro de 2009
Venice
Foi há exactamente um ano que chegamos a Veneza, numa tarde de nevoeiro, de mochila ás costas e um mapa de caminhos estreitos. Não tinhamos nenhum diário de bordo, que seria sem dúvida uma mais valia nestes momentos em que tentamos recordar com pormenor...a Carla a ter um ataque de pânico porque o avião não descolava (de uma forma poética, era porque o céu estava a chorar), a mala da Catarina, qual semelhante carregamento de sumos e sandes que quase dava para alimentar um país do submundo, e que por muito pouco não nos fez perder vários comboios, a aposta da Rita na rainha das gôndolas (e à conta disso andámos o resto da semana a comer pão com paté...obrigado Rita!), e aquela última e derradeira visita ao Sforza que nos fez percorrer o caminho até ao metro em forma de meia maratona, graças a sede cultural da Ana. Quanto a mim, bom eu ganhei o primeiro lugar na ida à casa de banho num momento de aperto conjunto! Posso dizer que foi um grande momento com direito a foto a segurar no papelinho que tinha escrito o número um. Foi assim há um ano e será assim por quanto tempo nós quisermos. As palavras, os recantos e as ruelas, as cores e as sonoridades, as histórias e os segredos, os sorrisos e os suspiros, e o mais que se não diz e o menos que se não cala (só com uma verdinha!). Assim se escreve a nossa viagem, efémera no tempo, mas perpétua na nossa memória. E à distância de um gesto, hoje, um bocadinho de cada uma de nós fez o relógio andar para trás e regressar ao aeroporto, onde tudo começou.
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